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Foram-se as cantigas

VIDEOPERFORMANCE

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Este registo parte da memória auditiva das cantigas/sonoridades entoadas por agricultores, camponeses e lavradores no Alto Minho, vozes que, durante séculos, ritmaram o trabalho agrícola, marcando o tempo da terra, da colheita e do corpo. Hoje, esse património imaterial encontra-se em progressivo desaparecimento, dissolvendo-se num silencio que acompanha a transformação dos modos de vida rurais.

A obra propõe uma reflexão sobre essa perda através da figura de um corpo que percorre um território agrícola contemporâneo. Este ser híbrido, quase anacrónico, procura vestígios sonoros num espaço onde a mecanização e a reorganização do trabalho apagaram a necessidade do canto coletivo. O corpo torna-se um instrumento de escuta e procura.

A ausência do som torna-se presença. O silêncio é aqui entendido não como vazio, mas como camada, um campo onde memórias auditivas subsistem de forma latente, fragmentária e quase inaudível.
As cantigas, outrora partilhadas e repetidas coletivamente, permanecem agora como migalhas sonoras: fragmentos dispersos na memória individual e no imaginário coletivo.
Foram-se as cantigas interroga a possibilidade de escutar aquilo que já não é cantado.

A obra inscreve-se numa investigação mais ampla sobre memória, permanência e transformação, entendendo o território como arquivo e o corpo como dispositivo de ativação dessa memória.

Foram-se as cantigas, ficam as migalhas.

Category:
portfolio
Date:

January 10, 2022

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